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Revisão de carro híbrido plug-in: quanto custa até 120 mil km (BYD Shark, Song Pro e King) e por que sai mais caro que um elétrico

Lucas Volt
6 de novembro de 2026
8 min de leitura

A revisão de carro híbrido plug-in da BYD custa de R$ 926 a R$ 3.751 por visita, e as dez revisões até 120 mil km somam R$ 20.980 na Shark, R$ 16.134 no Song Pro e R$ 15.735 no King. Um elétrico como o Dolphin gasta R$ 5.420 na mesma quilometragem, porque vai à oficina a cada 20 mil km e não tem motor a combustão.

Revisão de carro híbrido plug-in BYD: preço das revisões de Shark, Song Pro e King até 120 mil km em 2026

Revisão de carro híbrido plug-in BYD: preço das revisões de Shark, Song Pro e King até 120 mil km em 2026

Revisão de carro híbrido plug-in: quanto custa até 120 mil km (BYD Shark, Song Pro e King) e por que sai mais caro que um elétrico

A revisão de um carro híbrido plug-in custa entre R$ 926 e R$ 3.751 por visita na tabela oficial da BYD em vigor desde 1º de setembro de 2026. A picape BYD Shark é a mais cara da marca: as dez revisões programadas até 120 mil km somam R$ 20.980. O SUV Song Pro soma R$ 16.134 e o sedã King, R$ 15.735, na mesma quilometragem.

Um elétrico a bateria da mesma marca gasta bem menos. O Dolphin chega a 120 mil km com seis revisões que somam R$ 5.420, cerca de um terço do Song Pro e cerca de um quarto da Shark. O motivo é simples: o plug-in carrega dois sistemas de tração, um motor a combustão com óleo, filtros e velas e um conjunto elétrico com bateria. Por isso ele vai à oficina a cada 12 mil km, enquanto o elétrico vai a cada 20 mil km.

Abaixo estão as tabelas completas, o que pesa em cada visita e quanto isso muda na conta de quem está escolhendo entre elétrico, plug-in e combustão.

Veja em vídeo: como é a revisão de um híbrido plug-in da BYD e quanto custa

Quanto custa a revisão de um carro híbrido plug-in em 2026?

Os valores abaixo são preços sugeridos pela BYD, com base em São Paulo, válidos em todo o país desde 1º de setembro de 2026. Incluem mão de obra, peças e fluidos previstos para cada visita. O intervalo dos plug-ins é de 12 mil km ou 12 meses, o que vier primeiro.

RevisãoKmBYD SharkBYD Song ProBYD King
1ª12.000R$ 1.127R$ 966R$ 926
2ª24.000R$ 1.548R$ 1.330R$ 1.290
3ª36.000R$ 1.127R$ 966R$ 926
4ª48.000R$ 3.385R$ 2.512R$ 2.472
5ª60.000R$ 1.127R$ 966R$ 926
6ª72.000R$ 3.751R$ 2.414R$ 2.375
7ª84.000R$ 1.127R$ 966R$ 926
8ª96.000R$ 3.385R$ 2.512R$ 2.472
9ª108.000R$ 1.127R$ 966R$ 926
10ª120.000R$ 3.276R$ 2.536R$ 2.496
Total120.000R$ 20.980R$ 16.134R$ 15.735

O padrão se repete nos três modelos: revisões ímpares baratas e revisões pares mais caras. Na Shark, a sexta visita (72 mil km) custa R$ 3.751, mais que o triplo da primeira. As visitas de 48 mil e 96 mil km levam cerca de 3 horas de oficina. A média fica em R$ 2.098 por revisão na picape, R$ 1.613 no Song Pro e R$ 1.574 no King.

A tabela não cobre pneus, alinhamento, balanceamento, rodízio e reparos. Também não vale para quem roda pouco e faz a revisão por tempo: nesse caso a BYD avisa que o preço pode mudar para mais ou para menos.

Por que o híbrido plug-in tem revisão mais cara que o elétrico?

Porque ele tem um motor a combustão completo para cuidar. Um plug-in como o Song Pro usa um motor 1.5 que, mesmo trabalhando menos que num carro comum, precisa de troca de óleo e filtro de óleo, filtro de ar do motor, velas de ignição, filtro de combustível e líquido de arrefecimento do motor. Nas revisões pares entram os itens de intervalo longo, e é aí que o valor dobra ou triplica.

Por cima disso, o plug-in mantém tudo o que o elétrico também exige: diagnóstico eletrônico da bateria e dos módulos de potência, fluido de freio, filtro do ar-condicionado e arrefecimento do conjunto elétrico. São dois sistemas na mesma visita.

O elétrico a bateria não tem óleo de motor, velas, filtro de combustível, escapamento nem correia. Por isso a BYD estica o intervalo do Dolphin para 20 mil km e cobra R$ 393 na primeira revisão. Explicamos item por item o que entra na revisão de um elétrico em revisão de carro elétrico: quando fazer, o que troca e quanto custa.

Quanto um plug-in gasta a mais que um elétrico em revisões?

Depende de quanto você roda. Há duas formas de comparar:

  • Por quilometragem (até 120 mil km): o Dolphin faz seis revisões e soma R$ 5.420; o Dolphin Mini, R$ 5.081. O Song Pro gasta R$ 10.714 a mais que o Dolphin; a Shark, R$ 15.560 a mais.
  • Por tempo (dez revisões anuais): para quem roda até 12 mil km por ano, o elétrico também vai à oficina uma vez por ano. As dez primeiras revisões do Dolphin somam R$ 9.156. Mesmo assim o Song Pro custa R$ 6.978 a mais e o King, R$ 6.579 a mais em dez anos.

Na prática, o plug-in custa de R$ 650 a R$ 1.200 a mais por ano só em revisão em relação a um elétrico compacto, considerando dez revisões anuais (King R$ 658, Song Pro R$ 698, Shark R$ 1.182). Para comparar preço de compra: pelo preço sugerido do nosso catálogo, o Dolphin GS custa R$ 149.990, o King GL R$ 172.990, o Song Pro GL R$ 196.990 e a Shark GS R$ 344.990. Veja os quatro modelos da BYD lado a lado no comparativo Dolphin GS, King, Song Pro e Atto 2 DM-i.

E contra um carro a combustão, o plug-in sai mais barato?

Em revisão, o plug-in fica perto de um carro a combustão do mesmo porte, não muito abaixo. O motor a combustão trabalha menos horas quando a bateria é carregada com frequência, mas o plano de manutenção da fábrica é por quilometragem e tempo, não pelo uso real do motor. Ou seja: quem carrega todo dia e quase não usa gasolina paga a mesma revisão de quem nunca liga o carro na tomada.

A vantagem do plug-in aparece no combustível, e só para quem carrega. Mostramos o que acontece com quem não carrega em híbrido plug-in sem carregar na tomada: quanto gasta de verdade. Para a conta completa de quem vai de elétrico, com IPVA, seguro e recarga, veja o custo real de ter um carro elétrico no Brasil.

Posso pular revisão ou fazer fora da concessionária?

Não, se quiser manter a garantia. A própria tabela da BYD diz que a garantia depende de fazer as revisões nos prazos do manual e em oficina autorizada. Isso inclui a garantia da bateria, o componente mais caro do carro.

Fique atento a um ponto fraco: os valores são sugeridos, e a concessionária pode cobrar diferente. Em outubro de 2025, donos de BYD relataram no Reclame Aqui cobranças até 20% acima da tabela do site, segundo a Gazeta de São Paulo. Um dono de Song Plus pagou R$ 1.053 numa revisão anunciada a R$ 865. Peça o orçamento por escrito antes, compare com o PDF oficial e lembre que item extra só pode ser feito com sua aprovação.

Vale a pena comprar um híbrido plug-in pensando na manutenção?

A manutenção não deve ser o fator que decide, mas entra na conta. Se você roda na cidade, tem onde carregar e não faz viagens longas com frequência, o elétrico a bateria é mais barato de manter: revisão a cada 20 mil km e cerca de um terço do custo até 120 mil km. Se você viaja muito para regiões sem recarga rápida, o plug-in resolve a autonomia, e os R$ 650 a R$ 1.200 a mais por ano em revisão são o preço dessa flexibilidade.

Se ainda está confuso com as siglas, nosso guia de MHEV, HEV, PHEV, BEV e REEV explica cada tipo.

Perguntas frequentes sobre revisão de carro híbrido plug-in

Quanto custa a revisão de um híbrido plug-in da BYD?

Na tabela em vigor desde 1º de setembro de 2026, as visitas vão de R$ 926 (King) a R$ 3.751 (Shark). Até 120 mil km, o King soma R$ 15.735, o Song Pro R$ 16.134 e a Shark R$ 20.980.

Qual o intervalo de revisão de um híbrido plug-in?

Nos plug-ins da BYD, a cada 12 mil km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro. Nos elétricos da marca, o intervalo é de 20 mil km ou 12 meses.

Híbrido plug-in troca óleo?

Sim. O motor a combustão precisa de troca de óleo e filtro como qualquer carro a gasolina ou flex, além de filtro de ar, velas e arrefecimento. Um elétrico a bateria não tem óleo de motor.

A revisão do híbrido plug-in é mais cara que a do elétrico?

Sim. Até 120 mil km, o Song Pro gasta R$ 16.134 e o Dolphin, R$ 5.420, uma diferença de R$ 10.714. Em dez revisões anuais a diferença cai para R$ 6.978, porque o elétrico também passa a ir uma vez por ano.

Se eu carregar sempre e quase não usar o motor, a revisão fica mais barata?

Não. O plano da fábrica é por quilometragem e tempo, então o preço da visita é o mesmo. Usar pouco o motor pode reduzir desgaste, mas não muda o valor cobrado na tabela.

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