Move Brasil: taxista compra elétrico por R$ 99 mil e motorista de app por R$ 117 mil — como funciona o programa em 2026
O Move Brasil permite que taxistas comprem o Geely EX2 Pro elétrico por R$ 99.001 e motoristas de aplicativo por R$ 117.610, contra R$ 123.800 de tabela. O programa reúne até R$ 30 bilhões em crédito, juros a partir de 0,91% ao mês e prazo de até 72 meses para carros sustentáveis de até R$ 150 mil.

Move Brasil 2026: programa dá desconto em carro elétrico para taxista e motorista de aplicativo, com Geely EX2 Pro por R$ 99 mil
Move Brasil: taxista compra elétrico por R$ 99 mil e motorista de app por R$ 117 mil — como funciona o programa em 2026
Existe hoje no Brasil um caminho para comprar um carro elétrico zero por menos de R$ 100 mil. Ele não vale para todo mundo, mas vale para um público grande: taxistas e motoristas de aplicativo.
O Move Brasil, instituído por Medida Provisória assinada em 19 de maio de 2026, reúne até R$ 30 bilhões em crédito para esses profissionais financiarem carro novo com juros reduzidos. Desde 19 de junho, mais de 30 modelos de 13 fabricantes estão habilitados com desconto comercial e condições especiais.
Os números concretos deixam a diferença clara. O Geely EX2 Pro, elétrico de tabela R$ 123.800, sai por R$ 99.001 para taxista e R$ 117.610 para motorista de aplicativo. Já o SUV híbrido plug-in Geely EX5 EM-i Pro, de R$ 189.990 de tabela, cai para R$ 136.926 para taxista e R$ 174.790 para motorista de app, com desconto adicional de 8% concedido pela fabricante.
Veja em vídeo: as parcelas do Move Brasil para elétricos
Quem tem direito ao Move Brasil?
São duas categorias, com regras diferentes:
- Motorista de aplicativo — precisa ter cadastro ativo há pelo menos 12 meses e ter completado no mínimo 100 corridas nesse período na mesma plataforma.
- Taxista — precisa estar registrado e ativo na atividade, conforme as regras do município.
A diferença de preço entre as duas categorias não é arbitrária. O taxista acumula, além do desconto comercial da montadora, as isenções de IPI (federal) e de ICMS (estadual), que são benefícios históricos da categoria. O motorista de aplicativo, em regra, tem acesso ao desconto comercial e às condições de crédito, mas não ao mesmo pacote tributário.
Em um sedã de R$ 90 mil, para dar uma referência de ordem de grandeza, a isenção de IPI pode significar cerca de R$ 8 mil a menos e o ICMS outros R$ 10 mil — algo em torno de R$ 18 mil em descontos tributários brutos.
Quais carros entram no programa?
O benefício de crédito vale para carros novos de até R$ 150 mil que atendam a critérios de sustentabilidade — flex, híbrido flex, elétrico ou movido exclusivamente a etanol — de fabricantes habilitados no Programa Mover.
Isso coloca boa parte dos elétricos de entrada do país dentro do escopo: o BYD Dolphin Mini (R$ 118.990), o JAC E-JS1 (R$ 119.900), o Geely EX2 Pro (R$ 123.800) e o Chevrolet Spark EUV, entre outros. Modelos de tabela mais alta podem entrar na faixa depois de aplicadas as isenções, como mostra o caso do EX5 EM-i Pro.
As condições de financiamento anunciadas incluem linhas via BNDES e bancos parceiros com taxas a partir de 0,91% ao mês, seis meses de carência e prazo de até 72 meses para veículos sustentáveis de até R$ 150 mil.
Um aviso necessário: condições comerciais de montadora mudam com frequência e variam por estado, por concessionária e por lote. Os valores citados aqui são os divulgados publicamente — confirme sempre a simulação na loja antes de decidir. E, como sempre defendemos por aqui, nosso catálogo trabalha com preço de tabela, não com preço de campanha.
Vale a pena para quem roda de aplicativo: elétrico ou flex?
Para quem dirige profissionalmente, a conta de combustível é a variável mais pesada do negócio — e é exatamente onde o elétrico brilha.
Um motorista de aplicativo que roda 200 km por dia útil (cerca de 4.400 km por mês) gasta, com um carro flex que faz 12 km/l com gasolina a R$ 6,20, aproximadamente R$ 2.270 por mês em combustível.
Com um elétrico de entrada recarregado majoritariamente em casa, na faixa de R$ 0,18 a R$ 0,25 por quilômetro, o mesmo mês custa entre R$ 790 e R$ 1.100. A diferença fica na casa de R$ 1.200 a R$ 1.500 por mês.
Soma-se a isso a manutenção: sem troca de óleo, sem filtros de combustível, sem embreagem e com pastilhas de freio durando muito mais por conta da frenagem regenerativa. Detalhamos essa conta em custo real de ter um carro elétrico no Brasil em 2026.
Os pontos de atenção que ninguém deve ignorar antes de assinar:
- Onde você vai recarregar. Se depender de eletroposto público rápido, o custo por quilômetro pode dobrar e a economia encolhe muito. O programa faz sentido pleno para quem tem tomada em casa.
- Tempo parado é dinheiro. Uma recarga no meio do turno custa tempo de trabalho. Modelos com autonomia real acima de 300 km resolvem melhor o dia inteiro.
- Carência não é desconto. Seis meses sem pagar parcela ajudam o fluxo de caixa, mas os juros do período normalmente continuam correndo.
Se autonomia real é o critério que mais te interessa, vale ver o teste em Geely EX2 em teste: 380 km de autonomia real e a análise de preço por quilômetro de autonomia. Quem se enquadra em isenções por outra via pode conferir também a lista de carros elétricos com isenção para PCD.
Para comparar os elétricos de entrada lado a lado, use o comparativo de elétricos até R$ 150 mil.
Perguntas frequentes sobre o Move Brasil
O que é o programa Move Brasil?
É um programa federal instituído por Medida Provisória assinada em 19 de maio de 2026, que reúne até R$ 30 bilhões em crédito para taxistas e motoristas de aplicativo financiarem carro novo com juros reduzidos, prazo de até 72 meses e seis meses de carência.
Quem pode participar do Move Brasil?
Motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses e no mínimo 100 corridas completadas nesse período na mesma plataforma, e taxistas registrados e ativos na atividade conforme as regras do município.
Quais carros podem ser comprados pelo Move Brasil?
Carros novos de até R$ 150 mil que sejam flex, híbridos flex, elétricos ou movidos exclusivamente a etanol, de fabricantes habilitados no Programa Mover. Mais de 30 modelos de 13 fabricantes já estão no programa.
Por que o taxista paga menos que o motorista de aplicativo?
Porque o taxista acumula, além do desconto comercial da montadora, as isenções de IPI (federal) e de ICMS (estadual), benefícios tradicionais da categoria. O motorista de aplicativo em geral acessa o desconto comercial e as condições de crédito, mas não o mesmo pacote tributário.
Quanto custa o Geely EX2 Pro pelo Move Brasil?
O taxista paga R$ 99.001 e o motorista de aplicativo paga R$ 117.610, contra R$ 123.800 de tabela. Condições comerciais variam por estado, concessionária e lote — confirme a simulação na loja antes de decidir.
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