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GWM Haval H7 chega por R$ 261 mil: versão única híbrida plug-in flex, 370 cv e 92 km no modo elétrico

Lucas Volt
13 de outubro de 2026
7 min de leitura

O GWM Haval H7 custa R$ 261.000 em versão única híbrida plug-in flex com tração integral, 370 cv e 92 km de autonomia elétrica pelo Inmetro. Veja equipamentos, recarga, consumo com etanol e se vale a pena frente ao H6 PHEV e ao Tank 300.

GWM Haval H7 híbrido plug-in flex: preço oficial de R$ 261 mil no Brasil em 2026

GWM Haval H7 híbrido plug-in flex: preço oficial de R$ 261 mil no Brasil em 2026

GWM Haval H7 chega por R$ 261 mil: versão única híbrida plug-in flex, 370 cv e 92 km no modo elétrico

A GWM lançou oficialmente o Haval H7 no Brasil em 7 de outubro de 2026 com preço único de R$ 261.000. Não há escolha de versão: o SUV vem em configuração única, híbrida plug-in flex (aceita gasolina e etanol), com tração integral, 370 cv de potência combinada e 77 kgfm de torque. É o terceiro híbrido plug-in flex da marca, depois do Haval H6 e do Tank 300.

Na parte elétrica, a bateria de 27,5 kWh garante 92 km de autonomia no modo 100% elétrico pelo Inmetro — o número de 130 km divulgado pela marca vale para o ciclo europeu WLTP, mais otimista. O preço ficou abaixo da faixa de R$ 269,9 mil a R$ 279,9 mil que circulava antes do evento e coloca o H7 só R$ 11 mil acima do Haval H6 PHEV19 (R$ 250.000 no nosso catálogo).

Quando o carro desembarcou, em setembro, a ficha ainda falava em 364 cv e o preço era só estimativa — veja o que se sabia na nossa reportagem sobre a chegada do Haval H7 ao Brasil. Abaixo, o que foi confirmado no lançamento.

Veja em vídeo: avaliação do GWM Haval H7 híbrido plug-in flex 4x4

Quanto custa o Haval H7 e o que vem de série?

O Haval H7 custa R$ 261.000 em versão única, com o pacote visual Black Pack de série. A venda acontece nas concessionárias GWM, no site da marca e também pelo Mercado Livre. São cinco cores: Verde Tijuca, Preto Khalifa, Branco Ágata, Cinza Zenith e Cinza Grafeno.

A lista de equipamentos inclui:

  • Multimídia de 15,6 polegadas e projeção de informações no para-brisa (head-up display) de 9 polegadas
  • Câmera 540° com função "chassi invisível", que mostra o terreno sob o carro
  • Rodas de 19 polegadas, teto solar panorâmico e cortinas nas portas traseiras
  • Bancos com revestimento de couro sintético e ventilação, som com subwoofer e carregador de celular sem fio
  • Assistentes de condução: piloto automático adaptativo com função para-e-anda, frenagem autônoma dianteira e traseira com detecção de pedestres e ciclistas, centralização em faixa, monitor de ponto cego e alerta de tráfego cruzado
  • Seis airbags e chamada automática de emergência

A garantia é de 5 anos sem limite de quilometragem para o carro e 8 anos ou 200 mil km para a bateria de alta tensão.

Como funciona o motor flex do Haval H7?

O conjunto combina um motor 1.5 turbo flex no eixo dianteiro com dois motores elétricos, um em cada eixo, e uma transmissão híbrida dedicada de quatro marchas. A tração integral (Hi4) é feita eletricamente: o motor traseiro entra quando falta aderência ou quando o motorista pede desempenho. A GWM declara 0 a 100 km/h em 5,7 segundos e velocidade máxima limitada a 190 km/h.

O fato de ser flex importa porque o H7 pode rodar com etanol quando a bateria acaba — algo que só existe em híbridos plug-in vendidos no Brasil. Explicamos por que isso acontece em nossa análise sobre os híbridos plug-in flex. A GWM não divulgou potência e torque do 1.5 turbo isoladamente, com gasolina e com etanol.

Na etiqueta do Inmetro, o consumo que considera o uso da energia da bateria é de 32 km/l na cidade e 24,3 km/l na estrada com gasolina, e 20,6 km/l e 16,7 km/l com etanol. Esses números caem bastante quando a bateria está no mínimo: a imprensa especializada informa algo como 11,9 km/l (cidade, gasolina) e 7,7 km/l (cidade, etanol) nessa condição. Ou seja, o H7 é econômico para quem carrega a bateria todos os dias; para quem nunca carrega, ele vira um SUV de quase 2 toneladas com gasto de carro grande. Entenda como esses números de autonomia total são calculados neste guia sobre híbridos plug-in de 1.000 km.

Quantos km o Haval H7 roda só na eletricidade e quanto tempo leva para carregar?

São 92 km pelo Inmetro, suficientes para a maioria dos trajetos diários sem acionar o motor a combustão. A bateria é de lítio-ferro-fosfato (LFP), química mais resistente a ciclos de carga, com arrefecimento líquido.

A recarga é o ponto fraco da ficha:

Tipo de recargaPotência máximaTempo
Corrente alternada (carregador de parede)6,6 kWcerca de 4h30 de 0 a 100% (estimativa nossa)
Corrente contínua (carregador rápido)41 kWcerca de 20 minutos de 30% a 80% (dado da GWM)

Com energia residencial a cerca de R$ 0,90 por kWh, uma carga completa custa perto de R$ 25 — algo em torno de R$ 0,27 por km rodado no modo elétrico, contra mais de R$ 0,50 por km com gasolina e bateria vazia (estimativas com gasolina a R$ 6,30 o litro). O carro também tem saída de energia para alimentar aparelhos externos (V2L), mas o adaptador é vendido à parte.

Ficha técnica do Haval H7: tamanho e porta-malas

ItemHaval H7
Comprimento / largura / altura4,80 m / 1,95 m / 1,84 m
Entre-eixos2,73 m
Porta-malas586 litros (1.404 litros com banco rebatido)
Altura livre do solo22 cm
Ângulos de entrada / saída24° / 31,5°
Profundidade de travessia58 cm
Capacidade de reboque750 kg

Para uso fora de estrada, há sete modos de condução (Normal, Sport, Eco, Neve, Areia, Lama e AWD) e bloqueio de diferencial no eixo traseiro elétrico. Não é um jipe de chassi como o Tank 300, mas vai além de um SUV urbano.

Vale a pena comprar o Haval H7 por R$ 261 mil?

Depende de onde vem o dinheiro e de como você roda. Na própria GWM, o H7 fica entre o Haval H6 PHEV19 (R$ 250.000) e o H6 PHEV35 (R$ 290.000). Pelos R$ 11 mil a mais sobre o PHEV19, o H7 entrega 44 cv a mais, tração integral, mais vão livre e porta-malas maior; o H6 roda mais no asfalto e tem desenho mais urbano. Ele também custa R$ 81 mil menos que o Tank 300 (R$ 342.000), que segue sendo a opção para quem precisa de reduzida e chassi de picape — veja os detalhes do Tank 300 PHEV Flex.

Fora da marca, os rivais eletrificados mais próximos no catálogo são o BYD Song Plus DM-i (R$ 249.990, 110 km elétricos, 245 cv) e o Chery Tiggo 8 Pro PHEV (R$ 249.990, 70 km elétricos, 279 cv), ambos sem tração integral. A GWM também cita como alvo os Jeep Compass e Commander Blackhawk e o Ford Bronco Sport, todos a combustão. Para comparar o irmão mais vendido com a BYD, leia o comparativo Haval H6 PHEV vs BYD Song Pro.

Os pontos de atenção: versão única (não há opção mais barata), recarga rápida limitada a 41 kW, autonomia elétrica real menor que os 130 km de propaganda e consumo alto quando a bateria está vazia. Para quem tem onde carregar em casa e quer 4x4 de verdade abaixo de R$ 300 mil, o H7 tem hoje pouca concorrência direta.

Perguntas frequentes sobre o GWM Haval H7

Qual é o preço do Haval H7 no Brasil?

O Haval H7 custa R$ 261.000 em versão única, híbrida plug-in flex com tração integral. O valor foi anunciado no lançamento, em 7 de outubro de 2026, e vale para concessionárias, site da GWM e Mercado Livre.

Quantos km o Haval H7 roda no modo elétrico?

São 92 km pelo Inmetro, com bateria de 27,5 kWh. O número de 130 km divulgado pela GWM se refere ao ciclo europeu WLTP, que costuma ser mais generoso que o brasileiro.

O Haval H7 é flex?

Sim. O motor 1.5 turbo aceita gasolina e etanol em qualquer proporção. Pelo Inmetro, com uso da bateria, faz 20,6 km/l na cidade com etanol e 32 km/l com gasolina.

Qual a diferença entre o Haval H7 e o Haval H6 PHEV?

O H7 custa R$ 261.000, R$ 11 mil a mais que o H6 PHEV19 (R$ 250.000), e tem 370 cv contra 326 cv, tração integral com motor elétrico traseiro, 22 cm de altura livre e porta-malas de 586 litros. O H6 é mais voltado ao uso urbano.

Qual é a garantia do Haval H7?

A GWM oferece 5 anos sem limite de quilometragem para o veículo e 8 anos ou 200 mil km para a bateria de alta tensão.

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