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Quais carros elétricos e híbridos são fabricados no Brasil e escapam do imposto de 35% em 2026?

Lucas Volt
8 de julho de 2026
9 min de leitura
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Os eletrificados fabricados no Brasil — como BYD Dolphin Mini e Song Pro (Camaçari), Chevrolet Spark EUV (Ceará), GWM Haval H6 (Iracemápolis) e Toyota Yaris Cross Hybrid (Sorocaba) — não pagam o imposto de importação de 35% em vigor desde julho de 2026.

Carros elétricos e híbridos fabricados no Brasil que escapam do imposto de importação de 35% em 2026

Carros elétricos e híbridos fabricados no Brasil que escapam do imposto de importação de 35% em 2026

Quais carros elétricos e híbridos são fabricados no Brasil e escapam do imposto de 35% em 2026?

Desde 1º de julho de 2026, todo carro elétrico ou híbrido importado paga 35% de imposto de importação — o fim do cronograma de reoneração gradual que começou em 2024. Antes disso, as alíquotas eram de 25% para elétricos (BEV), 28% para híbridos plug-in (PHEV) e 30% para híbridos convencionais (HEV).

Na prática, isso divide o mercado em dois grupos: os importados, que tendem a ficar mais caros, e os fabricados no Brasil, que não pagam a tarifa e ganham vantagem competitiva imediata. Saber em qual grupo está o carro que você quer comprar nunca foi tão importante.

Veja em vídeo: o imposto de importação passa a valer para eletrificados

Quais eletrificados são produzidos no Brasil em 2026?

A lista de eletrificados nacionais cresce a cada trimestre. Os principais hoje são:

E a lista vai crescer: a BYD confirmou que o Song Plus também será produzido em Camaçari ainda em 2026, e o Dolphin G híbrido plug-in nasce nacional.

O que acontece com os preços dos importados?

O impacto estimado chega a 20% no preço final dos modelos trazidos de fora, considerando o salto de alíquota. Não por acaso, houve uma corrida de emplacamentos antes de julho, com importadores antecipando estoques. O efeito colateral menos comentado: peças de reposição importadas também encarecem, afetando o custo de manutenção. Explicamos o mecanismo completo da reoneração em nossa análise sobre o que muda nos preços com o imposto de 35%.

Comprar nacional ou importado agora?

O mercado segue aquecido: os eletrificados cresceram 88% no primeiro trimestre de 2026, superando 95 mil unidades e cerca de 15% das vendas totais. Com a tarifa cheia, a tendência é que os nacionais ampliem a liderança — o Dolphin Mini, elétrico mais vendido do Brasil, é o melhor exemplo dessa vantagem. Importados continuarão existindo, mas concentrados em nichos premium onde o comprador absorve o imposto.

Por que as montadoras correram para produzir no Brasil?

O cronograma de reoneração foi desenhado justamente para atrair fábricas — e funcionou. A BYD transformou Camaçari em seu polo industrial fora da Ásia, a GWM reativou Iracemápolis e a GM adaptou a planta do Ceará para o Spark EUV. Produzir localmente não elimina todos os custos (parte dos componentes, como células de bateria, segue importada e paga tarifas próprias), mas a diferença de 35 pontos percentuais na alíquota do veículo completo é decisiva na formação de preço. Para o consumidor, o efeito prático é que o eletrificado nacional virou referência de preço em cada segmento: é ele que define o teto que os importados precisam perseguir para continuar competitivos.

Perguntas frequentes sobre o imposto de 35% e os carros nacionais

Qual o imposto de importação de carros elétricos em 2026?

Desde 1º de julho de 2026, a alíquota é de 35% para todos os eletrificados importados — elétricos puros, híbridos plug-in e híbridos convencionais. É a tarifa máxima prevista no cronograma de reoneração.

Carros elétricos fabricados no Brasil pagam o imposto de 35%?

Não. O imposto de importação incide apenas sobre veículos trazidos de fora. Modelos produzidos no Brasil, como o BYD Dolphin Mini e o Chevrolet Spark EUV, não pagam a tarifa.

Quais marcas têm fábrica de eletrificados no Brasil?

BYD (Camaçari-BA), GM/Chevrolet (Ceará), GWM (Iracemápolis-SP), Toyota (Sorocaba-SP) e Stellantis/Fiat (Betim-MG) já produzem eletrificados no país.

Os carros importados vão ficar 35% mais caros?

Não necessariamente. O imposto incide sobre o valor de importação, não sobre o preço final. As estimativas apontam alta de até 20% no preço ao consumidor, variando conforme a margem de cada marca.

Vale a pena esperar para comprar um elétrico importado?

Depende do modelo. Estoques emplacados antes de julho mantêm preços antigos, e marcas com nacionalização em andamento podem reduzir preços em 2027. Para modelos que seguirão importados, a tendência é de alta.

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