Chevrolet Tracker Premier vs Omoda 5 HEV Prestige: qual SUV entrega mais por R$ 185 mil em 2026?
Pelo mesmo dinheiro — R$ 184.990 do Omoda 5 HEV Prestige contra R$ 189.590 do Chevrolet Tracker Premier — o híbrido chinês entrega 83 cv a mais, consome 15,1 km/l na cidade contra 11 km/l e traz sete airbags e 14 assistentes. O Tracker responde com teto solar panorâmico, motor flex, rede nacional e garantia de correia até 240 mil km.

Chevrolet Tracker Premier 1.2 turbo vs Omoda 5 HEV Prestige: comparativo de preço, motor, consumo e equipamentos no Brasil em 2026
Chevrolet Tracker Premier vs Omoda 5 HEV Prestige: qual SUV entrega mais por R$ 185 mil em 2026?
Comparar o topo de linha de um com a versão de entrada do outro não diz nada útil. Então vamos ao confronto que realmente existe na concessionária: quem tem cerca de R$ 185 mil para gastar e está entre um SUV compacto tradicional bem equipado e um híbrido chinês.
De um lado, o Chevrolet Tracker Premier 1.2 turbo, por R$ 189.590. Do outro, o Omoda 5 HEV Prestige, por R$ 184.990. Quatro mil e seiscentos reais separam os dois — na prática, empate de preço.
A partir daí as diferenças são grandes, e não se resumem a consumo. Motor, equipamento, segurança, rede e garantia puxam para lados opostos.
Veja em vídeo: o Omoda 5 HEV contra os rivais
Qual tem o motor mais forte?
Não há disputa. O Omoda 5 HEV Prestige combina um 1.5 turbo de 135 cv e 20,4 kgfm com um motor elétrico de 204 cv e 31,6 kgfm, alimentado por bateria de 1,83 kWh e coordenado por uma transmissão híbrida dedicada de marcha única. O resultado é 224 cv combinados.
O Tracker Premier usa o 1.2 turbo flex de três cilindros, com 141 cv e 22,9 kgfm no etanol (139 cv e 22,4 kgfm na gasolina) e câmbio automático de seis marchas. Acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos.
São 83 cv de diferença a favor do híbrido. E a natureza da entrega também favorece o Omoda no trânsito: o motor elétrico fornece torque instantâneo desde a saída, sem a espera de rotação típica de um turbo pequeno.
Qual gasta menos combustível?
Os números declarados:
- Omoda 5 HEV: 15,1 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada;
- Tracker Premier: 11 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada com gasolina; 7,6 km/l na cidade com etanol. Tanque de 44 litros, autonomia entre 334 e 603 km.
Repare no padrão: na cidade o híbrido abre vantagem larga; na estrada os dois praticamente empatam — o Tracker até leva ligeira vantagem. É o comportamento esperado, porque o ganho do híbrido vem das frenagens e do trânsito parado, pelo princípio do freio regenerativo.
Traduzindo em dinheiro, com gasolina a R$ 6,20 e 15.000 km por ano em uso predominantemente urbano: cerca de R$ 0,41 por quilômetro no Omoda contra R$ 0,56 no Tracker, ou aproximadamente R$ 2.250 de economia por ano.
Um ponto que muda a conta: o Tracker é flex. Onde o etanol está competitivo, a diferença de custo por quilômetro encolhe. Os materiais de divulgação do Omoda 5 HEV não destacam compatibilidade flex do conjunto híbrido — vale confirmar na concessionária, porque no Brasil isso pesa.
Qual vem mais equipado?
Os dois são versões topo de linha, e ambos chegam completos. As listas, porém, não são equivalentes.
Omoda 5 HEV Prestige traz de série: rodas de 18 polegadas, faróis e lanternas em LED com sensor crepuscular, retrovisores elétricos com rebatimento e desembaçador, teto solar elétrico, bancos em couro sintético, bancos dianteiros elétricos com aquecimento e ventilação, volante revestido em couro, painel digital de 12,3 polegadas e central multimídia de 12,3 polegadas, som Sony de oito alto-falantes, ar-condicionado digital de duas zonas, porta-malas com abertura e fechamento elétricos, retrovisor interno eletrocrômico, sensor de chuva e carregador de celular.
Tracker Premier traz de série:teto solar panorâmico, bancos revestidos em couro preto e marrom, carregador por indução, ar-condicionado digital, central MyLink com tela de 11 polegadas, integração com Android Auto e Apple CarPlay, Bluetooth para dois celulares simultâneos, câmera de ré de alta resolução e assistente de partida em aclive.
Placar de conforto: o Omoda leva em telas (12,3" + 12,3" contra 11"), áudio, bancos com aquecimento e ventilação, porta-malas elétrico e ar de duas zonas. O Tracker leva no teto solar panorâmico, que é sensivelmente maior que o teto solar comum do rival, e no carregador por indução — item que o Omoda entrega como carregador de celular.
Qual é mais seguro?
Omoda 5 HEV Prestige: sete airbags, incluindo um airbag central frontal, câmera 360 graus, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, monitoramento de pressão dos pneus e 14 sistemas de assistência à condução.
Tracker Premier: seis airbags (frontais, laterais e de cortina), sensores dianteiros e traseiros, alerta de colisão frontal com frenagem autônoma de emergência, alerta de ponto cego e sistema de estacionamento automático.
O Omoda leva em quantidade — um airbag a mais, câmera 360 no lugar da câmera de ré e um pacote de assistentes bem maior. O Tracker responde com o estacionamento automático, que o rival não oferece.
E garantia, rede e revenda?
É aqui que o SUV tradicional recupera terreno, e não é pouco.
A Chevrolet tem concessionária em praticamente qualquer cidade média do Brasil. Para 2026 a marca homologou uma correia com formulação mais resistente e ampliou a garantia desse componente para 240 mil km, condicionada a revisões feitas na rede e com o óleo especificado. É o tipo de compromisso que só uma operação madura consegue oferecer.
O Omoda opera com rede em expansão. Vale checar a distância até a concessionária mais próxima da sua casa e as condições exatas de garantia antes de fechar — sobretudo a da bateria e a do conjunto híbrido, que não apareceram nos materiais que consultamos.
Na revenda, o Tracker tem curva de desvalorização conhecida há anos; o Omoda 5 HEV ainda está construindo a dele. Esse fator costuma custar mais caro do que a economia de combustível em três a cinco anos de posse, como discutimos em carro elétrico usado vale a pena?.
Qual escolher, afinal?
Escolha o Omoda 5 HEV Prestige se: você roda predominantemente na cidade, valoriza desempenho (são 83 cv a mais), quer o pacote tecnológico mais robusto pelo mesmo dinheiro e tem concessionária da marca na sua região.
Escolha o Tracker Premier se: você roda muito em rodovia (onde o consumo praticamente empata), quer a flexibilidade do motor flex, mora longe dos grandes centros, valoriza o teto solar panorâmico ou pretende trocar de carro em três anos e quer previsibilidade de revenda.
Nossa leitura: pelo mesmo preço, o Omoda entrega mais carro — mais potência, menos consumo urbano, mais telas, mais airbags e mais assistentes. O que o Tracker vende não está na ficha técnica: está na rede, na garantia estendida da correia e na certeza de quanto o carro vai valer daqui a três anos. Para muito comprador, isso vale os R$ 4.600 de diferença.
Confrontos parecidos entre tradicionais e chinesas terminaram de formas diferentes — vale ver VW T-Cross vs Geely EX5 e BYD Atto 2 vs Hyundai Creta. Os detalhes do conjunto híbrido estão em nossa análise do Omoda 5 HEV, e para checar equipamento item a item use o comparativo com o Omoda 5 HEV.
E se o orçamento for menor?
A comparação muda de figura. O Tracker cobre uma faixa bem mais larga, começando em R$ 119.900 na versão de entrada 1.0 turbo de 115 cv, e passando por LT e LTZ a partir de R$ 135.900. O Omoda 5 HEV só tem duas configurações: Luxury por R$ 159.990 e Prestige por R$ 184.990.
Ou seja: abaixo de R$ 160 mil o híbrido simplesmente não compete. E vale o alerta — comparado ao Tracker de entrada, a economia de combustível do Omoda levaria mais de uma década para cobrir os R$ 40 mil de diferença. O híbrido só faz sentido econômico na comparação de topo contra topo, que é exatamente a deste artigo.
Perguntas frequentes sobre Chevrolet Tracker e Omoda 5 HEV
Qual é mais barato: Tracker Premier ou Omoda 5 HEV Prestige?
O Omoda 5 HEV Prestige custa R$ 184.990 e o Chevrolet Tracker Premier 1.2 turbo custa R$ 189.590. A diferença é de R$ 4.600 a favor do híbrido, o que na prática configura empate de preço entre os dois topos de linha.
Qual tem mais potência: Tracker Premier ou Omoda 5 HEV?
O Omoda 5 HEV, com folga: são 224 cv combinados, somando o 1.5 turbo de 135 cv e o motor elétrico de 204 cv. O Tracker Premier entrega 141 cv com etanol e 139 cv com gasolina pelo 1.2 turbo de três cilindros. A diferença é de 83 cv.
Qual consome menos: Tracker Premier ou Omoda 5 HEV?
Na cidade, o Omoda 5 HEV: 15,1 km/l contra 11 km/l do Tracker com gasolina. Na estrada os dois praticamente empatam, com 13,2 km/l do Omoda contra 13,7 km/l do Tracker. A vantagem do híbrido se concentra no uso urbano.
Qual vem mais equipado de série?
O Omoda 5 HEV Prestige leva em telas (painel e multimídia de 12,3 polegadas contra 11 do Tracker), som Sony de oito alto-falantes, bancos dianteiros elétricos com aquecimento e ventilação, porta-malas elétrico, câmera 360 graus, sete airbags e 14 assistentes de condução. O Tracker Premier responde com teto solar panorâmico, carregador por indução e sistema de estacionamento automático.
Vale a pena pagar o mesmo preço por um híbrido chinês?
Pela ficha técnica, sim: o Omoda entrega mais potência, menos consumo urbano e mais equipamento pelo mesmo dinheiro. O contraponto está fora da ficha — rede de concessionárias, condições de garantia do conjunto híbrido e histórico de revenda, áreas em que a Chevrolet tem vantagem consolidada, incluindo garantia de correia estendida para 240 mil km.
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