BYD Dolphin G fica para 2027: versões de 175 e 212 cv, até 100 km no elétrico e o que se sabe do preço
O BYD Dolphin G, híbrido plug-in que a marca quer tornar o mais barato do Brasil, chega só em 2027, primeiro importado da Hungria e depois flex de Camaçari (BA), com versões de cerca de 175 cv (40 km no elétrico) e 212 cv (até 100 km). O preço ainda não foi divulgado.

BYD Dolphin G híbrido plug-in: chegada ao Brasil em 2027, versões e autonomia — 2026
BYD Dolphin G fica para 2027: versões de 175 e 212 cv, até 100 km no elétrico e o que se sabe do preço
O BYD Dolphin G, hatch híbrido plug-in que a BYD quer transformar no híbrido mais barato do Brasil, só chega em 2027. A confirmação mais recente saiu em 16 de outubro de 2026, no Canaltech, e repete o que o vice-presidente sênior da marca, Alexandre Baldy, já tinha dito em julho: o carro vem primeiro importado da Hungria e depois passa a ser produzido em Camaçari (BA) com motor flex. Em julho, quando publicamos que o Dolphin G estava confirmado para o Brasil, a previsão era o segundo semestre de 2026. Agora o calendário andou pelo menos alguns meses.
Os números que já estão definidos vêm da versão europeia: duas configurações, uma de cerca de 175 cv com bateria de 7,4 kWh e cerca de 40 km no modo elétrico, e outra de 212 cv com bateria de 18,3 kWh e até 100 km (105 km no ciclo europeu WLTP) sem gastar combustível. Com tanque cheio e bateria carregada, a autonomia combinada passa de 1.000 km. O preço brasileiro não foi divulgado.
A pergunta prática para quem está escolhendo carro agora é se vale segurar a compra até 2027. A resposta curta: só vale esperar se você quer um híbrido plug-in compacto e não tem pressa. Para quem precisa de carro em 2026, o BYD Atto 2 DM-i já entrega o mesmo conjunto mecânico hoje, e o Dolphin Mini continua a porta de entrada elétrica da marca.
Veja em vídeo: BYD Dolphin G híbrido com 212 cv e até 100 km no elétrico
Quando o BYD Dolphin G chega ao Brasil?
A data oficial continua sendo apenas "2027", sem mês. A Autodata, que ouviu Baldy em 17 de julho, falou em estreia no início de 2027. A Autoo, em 21 de julho, registrou que o modelo virá primeiro importado da Hungria, onde a BYD já o fabrica para a Europa, e que não há data para a nacionalização.
Isso muda o que dissemos em julho, quando fontes do setor apontavam lançamento entre o terceiro e o quarto trimestre de 2026, já montado em Camaçari. O cenário atual é em duas fases:
- Primeira fase (2027): unidades importadas da Hungria. Carro importado paga o imposto de importação de 35%, que está em vigor desde julho de 2026 — por isso o preço inicial pode ficar acima do que a marca promete para a versão nacional.
- Segunda fase (sem data): produção em Camaçari com motor flex, a mesma receita usada no Atto 2 DM-i e no King. É nessa etapa que a promessa de "híbrido mais barato do Brasil" faz mais sentido, porque o carro fabricado aqui escapa do imposto de 35%.
Ponto de atenção: a BYD ainda não confirmou se as primeiras unidades importadas já terão motor flex ou apenas gasolina.
Quais são as versões, a potência e a autonomia do Dolphin G?
As versões brasileiras não foram definidas. Na Europa, a ficha da BYD tem quatro acabamentos e duas mecânicas, ambas com motor 1.5 aspirado a gasolina de 95 cv somado a um motor elétrico na frente:
| Item | Versão de entrada (Active) | Versões de bateria maior (Boost, Comfort, Sport) |
|---|---|---|
| Potência combinada | cerca de 175 cv | 212 cv |
| Bateria | 7,4 kWh | 18,3 kWh |
| Autonomia no modo elétrico (WLTP) | cerca de 40 km | até 105 km |
| Autonomia combinada (WLTP) | cerca de 1.020 km | cerca de 1.040 km |
| Recarga em casa (corrente alternada) | 3,3 kW | 6,6 kW |
| Preço no Reino Unido | £ 23.990 | £ 26.990 a £ 29.940 |
O desempenho divulgado é de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e 180 km/h de máxima. O carro mede 4,16 m de comprimento, 2,61 m de entre-eixos e tem porta-malas de 425 litros — bem mais que os 250 litros do Dolphin SE elétrico.
Dois cuidados com esses números. Primeiro, são do ciclo europeu, que costuma ser mais otimista que o do Inmetro; a autonomia elétrica homologada no Brasil deve sair menor. Segundo, os "mais de 1.000 km" dependem de tanque cheio e bateria carregada — explicamos como essa autonomia total é calculada e por que ela não vale como referência de consumo no dia a dia.
Quanto vai custar o BYD Dolphin G?
A BYD não divulgou preço. O que existe são referências:
- A marca diz que quer posicioná-lo como o híbrido mais barato do Brasil e que ele ficará entre o Dolphin Mini e o Dolphin.
- A Quatro Rodas projetou algo perto de R$ 130 mil — é uma estimativa da revista, não um número da fábrica.
- O Atto 2 DM-i, que usa o mesmo sistema híbrido, tem preço de tabela de R$ 166.660 (GL) e R$ 169.990 (GS), segundo o nosso catálogo.
- O Dolphin Mini parte de R$ 118.990 e o Dolphin GS elétrico custa R$ 149.990 no preço sugerido.
Ficar entre esses dois carros significaria algo entre R$ 120 mil e R$ 150 mil. Mas a primeira leva importada paga 35% de imposto, o que torna difícil chegar a esse patamar antes da produção nacional. Quem espera um preço de R$ 130 mil no lançamento pode se frustrar.
Vale a pena esperar o Dolphin G ou comprar agora?
Depende de três perguntas.
Você tem onde carregar? Híbrido plug-in só entrega economia se for ligado na tomada com frequência. Sem recarga, ele roda como um híbrido pesado a gasolina ou etanol, e o consumo sobe — veja quando o híbrido plug-in não vale a pena sem carregar. Se você tem garagem com tomada, um elétrico puro como o Dolphin Mini (281 km de autonomia, R$ 118.990) pode resolver por menos dinheiro.
Você precisa de carro em 2026? Se sim, esperar não faz sentido. O Atto 2 DM-i GS entrega hoje 197 cv e 110 km de autonomia elétrica declarada, com motor flex nacional, por R$ 169.990. É um SUV compacto, com mais altura do solo que o Dolphin G.
O que pesa mais, preço ou espaço? O Dolphin G deve ser mais barato que o Atto 2, mas sem preço oficial isso é aposta. Quem espera troca um carro disponível hoje por uma promessa sem data de produção nacional.
Pontos fracos que já dá para antecipar: a versão de entrada tem só 40 km de autonomia elétrica no ciclo europeu (menos no Brasil) e recarga lenta de 3,3 kW; a primeira leva importada não terá motor flex confirmado; e não há confirmação de quais equipamentos de segurança, como frenagem automática e piloto automático adaptativo, virão em cada versão brasileira.
Perguntas frequentes sobre o BYD Dolphin G
O BYD Dolphin G é elétrico ou híbrido?
É um híbrido plug-in: combina motor 1.5 aspirado com motor elétrico e bateria que pode ser carregada na tomada. Roda cerca de 40 km (versão de entrada) ou até 100 km (versão de 212 cv) só no elétrico, segundo dados europeus.
Por que o Dolphin G atrasou para 2027?
A BYD não explicou oficialmente. O que mudou é o plano: em vez de estrear já montado em Camaçari no segundo semestre de 2026, ele chega em 2027 importado da Hungria, e a produção nacional flex fica para depois, sem data.
O Dolphin G será flex?
A versão produzida em Camaçari terá motor flex, a gasolina e etanol, como o Atto 2 DM-i. A marca ainda não confirmou se as primeiras unidades importadas em 2027 já virão flex.
Quanto vai custar o Dolphin G no Brasil?
O preço não foi divulgado. A BYD fala em ser o híbrido mais barato do país, e a Quatro Rodas estima cerca de R$ 130 mil. No Reino Unido, ele parte de £ 23.990.
Dolphin G ou Atto 2 DM-i: qual escolher?
O Atto 2 DM-i já está à venda por R$ 166.660 a R$ 169.990, com motor flex nacional e até 110 km de autonomia elétrica. O Dolphin G deve custar menos e ter porta-malas de 425 litros, mas só chega em 2027 e ainda sem preço.
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